BRINCANDO NO PÉ

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Adaptação: O universo estranho de um lugar novo

April 14, 2019

 

geral, quando os pequenos são apresentados a novas pessoas, lugares e situações, ficam assustados e mais acuados em busca da sensação de segurança do ambiente familiar. Os primeiros dias na escola, ou em um espaço de brincar, pode virar de cabeça pra baixo a vida das crianças, e dos pais e cuidadores que sofrem junto nesse processo. Aqui no Brincando, a gente percebe, durante a adaptação das crianças no Dia de Brincar, que a o tempo de cada uma varia muito. Para alguns, é uma questão de dias, para outros, semanas e meses. E a presença e um olhar sensível dos pais para esse processo é muito importante para que tudo corra bem! O que a gente quer é que essa experiência seja prazerosa para todos não é, mesmo? Por isso a gente vai dar algumas dicas que vão facilitar bastante esse processo. Olha só:

 

1- Empatia é tudo!

 

É possível amenizar as dores de todos e transformar esse novo começo em uma fase gostosa, se a criança for acolhida e respeitada nesse momento. E para entender como ajudá-las a passar por isso sem traumas e frustrações, não precisa ir muito longe! Uma dica valiosa é, antes de tudo, olhar para nós enquanto adultos e como reagimos diante das novas situações. Será que pra gente é tão diferente assim os recomeços? Imagine-se em uma situação de mudança de emprego, por exemplo, ter que se adaptar a um novo lugar, novo ritmo de trabalho, novas pessoas, bem desafiador né? Tem quem lide melhor com esse tipo de coisa, mas tem também quem passe a noite anterior ao primeiro dia de trabalho, com borboletas no estômago e aquele frio na barriga. Todos nós precisamos de tempo para entender e digerir os novos processos. Dê a sua criança esse tempo!

 

2. Não engane seu filho, o ritual de despedida é importante

 

Sabe aquelas situações em que, para evitar o choro, pais e mães deixam os filhos com terceiros e saem de mansinho enquanto eles brincam ou estão distraídos? Jamais faça isso.

Quando ele der conta de sua ausência, a sensação de abandono e desespero pioraram a situação, podendo até criar um trauma. E relação de confiança entre vocês ficará abalada.

Despeça-se dele com calma, sinalizando que você virá buscá-lo dentro de algumas horas e que ele está completamente seguro. Mesmo que ele chore, a consciência da despedida facilitará a aceitação de que vocês ficarão algum tempo distantes.

 

3. Fique com ele mais tempo durante a primeira semana

 

Durante a primeira semana, o aconselhável é que você permaneça mais tempo com ele no espaço. A ideia de estar mais tempo junto é transmitir a ele que você confia no lugar e nas pessoas que estão ali, dessa forma a criança passa a interagir com as pessoas e o ambiente aos pouquinhos. O desafio maior aqui, é que isso só é possível quando um adulto tem esse tempo disponível.  

 

4. Identifique se este é momento certo

 

E por último, e não menos importante, identifique se esse é o momento dessa separação acontecer. Seu filho gosta de brincar com outras crianças e ao ar livre? Pede para interagir com os primos e familiares? Ele se sente bem socializando com outras pessoas além do círculo mais próximo? Se a resposta for sim, isso já é um indício de que seu pequeno está pronto para conviver sem a presença dos pais em outro ambiente.

 

E para finalizar, gostaríamos de lembrar que assim como nós, diante dos novos ciclos de convivência e interação que a vida nos propõe, a criança ocupará um espaço que é coletivo e compartilhado com o “outro”. Como consequência natural, ela passará por uma fase de adaptação a esse universo estranho, que, ao longo do tempo, se provará também um universo de descobertas, aventuras e muitos aprendizados. As crianças precisam se sentir seguras no espaço para poder aproveitar tudo que esse ambiente pode oferecer. Seja qual for o caso do seu filho, mostre a ele que você o compreende, transmita força e o apoie para seguir em frente!

 

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